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quarta-feira, 12 de março de 2014

Renegociação exonerada

Cavaco Silva exonerou hoje 2 conselheiros que subscreveram o manifesto dos 70.
Porque? Pois, precisamente porque expressaram a sua opinião. De repente, voltamos 40 anos atrás. Ao tempo em que quem falasse contra o que estava estipulado dizer, era punido.

O que é mais triste é que os conselheiros exonerados e os seus colegas de assinatura disseram a verdade: esta dívida não é pagável !! Faz-me lembrar a frase de José Sócrates quando referiu que as dívidas públicas não se pagam, gerem-se. De facto, assim deveria ser. Mas esta, com130% do PIB (140% com a nova fórmula de cálculo a adoptar em breve), nem gerível chega a ser.

A expressão 'renegociação da dívida' ganhou contornos tais que terá de passar a ser referida como a 'medida cujo nome não podemos pronunciar', no belo estilo Harry Potter!

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Rescaldo das eleições

Destas Eleições Autárquicas, muito já foi dito sobre os resultados (nacionais). Não quero deixar de expressar a minha opinião que em tudo diverge, ou seja, para mim, os resultados nacionais são uma mínima parte do que foi levado a discussão e a votos. Por muito descontentes que possamos estar com a governação actual, isso dificilmente nos levará a votar contra o candidato do mesmo partido, porque é precisamente esta a diferença - o candidato e o partido. Nas autárquicas, muito mais que nas legislativas, escolhemos pessoas. Equipas formadas por rostos que estão patentes em flyers e outdoors espalhados pelas ruas.
Outro assunto, e este sim mais premente, poderá estar nas escolhas feitas pelas concelhias e distritais sobre os candidatos a apresentar. Só aqui, a meu ver, poderá estar a ligação entre o candidato e o partido.

Posto isto, penso que houve um vencedor - o povo. Brando e de bons costumes, quase não teve actos despropositados, e elevou uma vez mais o valor da democracia, sobretudo na ressaca de uma reforma administrativa que uniu freguesias (ainda sem nome) e obrigou os movimentos políticos a redefinirem programas e horizontes.
 Salienta-se a entrega da câmara do Porto a um candidato independente (ainda que com um leve apoio do CDS), feito ímpar até aqui, e também os ecos do que poderá ser o virar de página na Madeira, onde a população parece estar a desviar-se de uma tendência quase incónica de voto.

Resta falar do novo actor que estas eleições revelaram - a página dos Tesourinhos. Foi, claramente, uma lufada de ar fresco e uma nova forma de dar a conhecer o país real em que vivemos.
Muitas fotos e vídeos foram partilhadas, mas eu não resisto a colocar o slogan que mais me marcou. Dificilmente seria pior ! :)




segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Leituras da Constituição

O Tribunal Constitucional (TC) deliberou sobre a possibilidade dos autarcas com mais de 12 anos seguidos no mesmo pelouro se pudessem candidatar a um novo, numa localidade mais ou menos próxima. Digo finalmente, porque a decisão surge a menos de 1 mês das eleições, no próximo dia 29 e decorrido um ano desde que a polemica veio a lume, com a tentativa do PSD se reunir com o PS e assim alterarem a lei que se referia a esta questão, após sucessivas intervenções dos partidos, providências cautelares nos Tribunais, movimentos cívicos como o Revolução Branca e uma sucessão de diferentes análises para semelhantes casos, apenas porque mudávamos de um Tribunal do Norte para um do Sul.

 O TC acaba por dar o veredicto final, escolhendo o caminho mais simples e sensato. Afinal, casos há em que o desmontar de toda uma máquina levaria a consequências difíceis de prever. O exemplo mais claro desta situação é o de Luís Filipe Menezes, que lidera largamente as sondagens para a segunda maior autarquia do país.

O TC encontrou assim mais um desafio ao seu papel, não pela questão em si, mas pelas sucessivas intervenções a que tem sido chamado para se pronunciar. Ainda que me pareça uma decisão fundada numa apreciação algo incerta da Constituição - por ser um caso único e novo para os próprios juízes, creio que é de facto a mais sensata neste momento e retira do próprio TC a ideia de que este estaria a servir como válvula de escape para as políticas seguidas actualmente pelos governantes.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Luís Amado, o doido

Não sei se é a lúcida estupidez ou a estúpida lucidez, mas li este artigo, um editorial do Jornal de Negócios onde se retrata de uma forma tão simples e recta, o cenário que temos e que vamos ter.
Li, também, a entrevista do MNE Luís Amado.. o doido, como é chamado, ao Expresso.
É fácil de perceber porquê.


"Na terra dos doidos, quem tem juízo é doido"

Mário de Sá-Carneiro, in Loucura

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

À distância de um X


"À segunda-feira, Portugal sai da NATO;
à terça, está fora do Tratado de Lisboa;
à quarta, congela as relações com Angola;
à quinta rompe o acordo das Lages,
à sexta nacionaliza a economia.
E ao sábado, quem alimenta o país?"

Digo eu: Estaremos assim tão longe ?

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Uma democrática asfixia (!)

De regresso da ilha, onde estive uma semana em trabalho, devo confessar que os únicos problemas respiratórios que encontrei foram derivados da constipação que levei e que as diferenças climatológicas ajudaram a piorar.

Quando à democracia, sim, a nova estirpe de asfixia cuja vacina ainda está em fase de teste, essa está bem presente e de boa saúde. Nao fossem os cartazes espalhados por toda a ilha, em igualdade de circunstâncias e com o camarada Alberto João a ocupar um papel discreto, para meu espanto.

De qualquer das formas, poderei elaborar melhor o meu juízo quando lá voltar, talvez já depois das eleições e assim comprovar ou não este meu parecer.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Um novo desafio ?!

Desde que não me chamem político, eu até o aceito!

É verdade, fui convidado para entrar numa lista candidadata à Junta de Freguesia de Fermentelos. Estando eu a viver, quase por inteiro, em Coimbra, comecei por usar esse argumento para me "livrar" de mais uma ocupação. Porém, o projecto foi-me colocado em moldes razoáveis e a minha contribuição será, não tanto operacional, mas sim pontual e sob o ponto de vista de um outsider.

Para mim, política, é usarmos a autoridade democrática que nos depositam para melhor servirmos os outros e, por inerência, nós próprios. Será nesta linha que terá início a minha aparição no mundo "político". Todos nós temos um pouco de "políticos" e será esta vertente que quero explorar e com ela contribuir para o crescimento e embelezamento da minha terra.