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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Madiba, o homem bom.

O mundo acaba de perder uma dos homens mais marcante de toda a sua história.

Creio que serão precisas gerações e gerações para se ganhar a percepção do que foi Nelson Mandela no século XX. Um homem de bem e de paz, que conseguiu por via da persistência da palavra e da honestidade do discurso, levar o seu pensamento e agir segundo ele, mostrando ao mundo como é possível transformar-se um povo ou vários povos sem que seja necessário erguer armas. Foi, de facto, um homem bom.

Viveu 27 anos em clausura total, de onde saiu para conduzir a África do Sul à última descolonização.
Digno de um líder. Político, mas também espiritual. Mandela terá sido um pai para muitos jovens que nos anos 90 sonharam em viver livres no país mais desenvolvido de África.

O mundo saberá reconhecer bem aquele que, para mim, divide o lugar de maior personalidade mundial do século XX com o João Paulo II.
Que descanse em paz. Na sua paz.



quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Mandela, 46664

Acordei hoje, com o tempo a escorregar.
Já atrasado, porque a noite foi de festa, saio de casa para a empresa e ligo o rádio do carro onde o locutor assinala a efeméride dos 20 anos de libertação de Nelson Mandela da prisão de Robben Island, ao largo da Cidade do Cabo, África do Sul.

O seu número de prisioneiro era o 466, entrado no ano de 1964.

Um ponto de viragem numa sociedade também ela presa a um regime de divisão racial,onde qualquer tipo de mistura era proibida e onde a discriminação era um bem para o país.

Mandela foi e é sinal de esperança, de si mesmo e do seu povo. Ele que, 20 anos depois, convidou o seu carcereiro de Robben Island para jantar, em sua casa.

"A grandeza dos homens está na grandiosidade das suas obras"