Hoje fui contemplado com esta banda sonora durante o lanche.
Com o sol a pôr-se atrás da igreja,
deixei-me guiar pelas paisagens quentes que esta música proporciona.
Vale a pena desfrutar..
segunda-feira, 22 de março de 2010
sábado, 20 de março de 2010
Limpar Portugal
A projecto foi concebido, entrou em gestação e hoje deu à luz.
Apesar do mau tempo que, por vezes se fez sentir, o povo saiu à rua para
dar o seu contributo na limpeza de lixeiras ou outros locais de depósito de lixos e outras coisas.
O contacto com a realidade foi, desde logo, chocante pela quantidade e variedade de lixo depositado no meio da povoação. Apesar disso, e mesmo com uma ponta de frustração por não conseguir chegar a tudo, reinaram o sentimento de dever cívico cumprido, a boa disposição e a entre ajuda de todos. Obrigado.

quinta-feira, 18 de março de 2010
Aveiro revisited, 2010
O trabalho tem destas coisas..

Não: não quero nada.
Já disse que não quero nada.
Não me venham com conclusões!
A única conclusão é morrer.
Não me tragam estéticas!
Não me falem em moral!
Tirem-me daqui a metafisica!
Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas
Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!)
Das ciências, das artes, da civilização moderna!
Que mal fiz eu aos deuses todos?
Se têm a verdade, guardem-na!
Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.
Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.
Com todo o direito a sê-lo, ouviram?
Não me macem, por amor de Deus!
Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciência!
Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
Para que havemos de ir juntos?
Não me peguem no braço!
Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho.
Já disse que sou sozinho!
Ah, que maçada quererem que eu seja de companhia!
Ó céu azul o mesmo da minha infância ,
Eterna verdade vazia e perfeita!
Ó macio Tejo ancestral e mudo,
Pequena verdade onde o céu se reflecte!
Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje!
Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta.
Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo...
E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!
Lisbon Revisited
A. Campos, 1923
Não: não quero nada.
Já disse que não quero nada.
Não me venham com conclusões!
A única conclusão é morrer.
Não me tragam estéticas!
Não me falem em moral!
Tirem-me daqui a metafisica!
Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas
Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!)
Das ciências, das artes, da civilização moderna!
Que mal fiz eu aos deuses todos?
Se têm a verdade, guardem-na!
Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.
Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.
Com todo o direito a sê-lo, ouviram?
Não me macem, por amor de Deus!
Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciência!
Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
Para que havemos de ir juntos?
Não me peguem no braço!
Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho.
Já disse que sou sozinho!
Ah, que maçada quererem que eu seja de companhia!
Ó céu azul o mesmo da minha infância ,
Eterna verdade vazia e perfeita!
Ó macio Tejo ancestral e mudo,
Pequena verdade onde o céu se reflecte!
Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje!
Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta.
Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo...
E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!
Lisbon Revisited
A. Campos, 1923
terça-feira, 16 de março de 2010
segunda-feira, 15 de março de 2010
António Pinho Vargas
Uma noite ao som do Keith Jarrett português..
Etiquetas:
Música,
Piano,
Pinho Vargas
segunda-feira, 1 de março de 2010
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Porque.. Tu não sabes..
Tu nao sabes
Quanto tempo vais poder
Dizer: «Este sou eu»,
Gritar que o chão é teu,
Tu nao sabes,
Que o céu chama por ti,
Quando à noite te sorri,
Quando as pétalas se abrem
Só por si,
Tu nao sabes.
Tu nao sabes
Quanto tempo iras pedir
Quando o sangue te fugir,
Quando o punho se fechar
Sobre ti,
Tu nao sabes,
Que o sonho nao morreu
Quando o beijo se perdeu,
Que a manha nao acabou
Só por nós,
Tu nao sabes.
Que palavras vais usar
Quando o sono nao vier,
Quando a noite te disser:
«Vem comigo».
Que loucura iras dizer
Quando a mao que te apertar
Te pedir para ficares
Só mais um dia,
Tu nao sabes,
Tu nao sabes,
Tu nao sabes.
Tu nao sabes
Quantos rios se vão deter,
Quantos olhos vão beber
Nas palavras que colaste
Junto ao peito,
Tu nao sabes,
Que os teus dedos sao ja meus,
Que se vao fechar nos teus,
Quando os barcos se despedem
Na maré,
Tu nao sabes.
Que palavras vais usar
Quando o sono nao vier,
Quando a noite te disser:
«Vem comigo».
Que loucura iras dizer
Quando a mao que te apertar
Te pedir para ficares
Só mais um dia,
Tu nao sabes..
Quanto tempo vais poder
Dizer: «Este sou eu»,
Gritar que o chão é teu,
Tu nao sabes,
Que o céu chama por ti,
Quando à noite te sorri,
Quando as pétalas se abrem
Só por si,
Tu nao sabes.
Tu nao sabes
Quanto tempo iras pedir
Quando o sangue te fugir,
Quando o punho se fechar
Sobre ti,
Tu nao sabes,
Que o sonho nao morreu
Quando o beijo se perdeu,
Que a manha nao acabou
Só por nós,
Tu nao sabes.
Que palavras vais usar
Quando o sono nao vier,
Quando a noite te disser:
«Vem comigo».
Que loucura iras dizer
Quando a mao que te apertar
Te pedir para ficares
Só mais um dia,
Tu nao sabes,
Tu nao sabes,
Tu nao sabes.
Tu nao sabes
Quantos rios se vão deter,
Quantos olhos vão beber
Nas palavras que colaste
Junto ao peito,
Tu nao sabes,
Que os teus dedos sao ja meus,
Que se vao fechar nos teus,
Quando os barcos se despedem
Na maré,
Tu nao sabes.
Que palavras vais usar
Quando o sono nao vier,
Quando a noite te disser:
«Vem comigo».
Que loucura iras dizer
Quando a mao que te apertar
Te pedir para ficares
Só mais um dia,
Tu nao sabes..
P. Abrunhosa
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